segunda-feira, 25 de abril de 2016

Normas do Ritual (Livro Verde - Normas e Rituais Atualizado)

- Introdução

O "livrinho verde" das Normas de Ritual foi publicado em 1998 e sempre foi um material importante de apoio para nossas Igrejas. No entanto, desde aquela época, ele apresentava algumas lacunas e incorreções. No curso destes anos que nos separa de sua primeira e única edição, algumas trabalhos também evoluíram, principalmente na incorporação de novos hinos, etc.
 
Estamos fazendo um trabalho de revisão, consultando nossas fontes (padrinhos, madrinhas, anciões da Doutrina, dirigentes, etc) para sanar estas imprecisões.
 
Esta versão que estamos disponibilizando já contém muitas mudanças de texto que ajudam a clarear algumas passagens antes controversas.Mas ainda não é a versão definitiva, pois passará pelo visto do padrinho Alfredo antes de ser aprovada pelo Conselho Superior Doutrinário da ICEFLU.
 
Optamos, para não prolongar mais este update, expondo de uma forma mais genérica a dinâmica dos rituais, reservando os detalhes de uma discrição mais minuciosa, incluindo os hinos para os cadernos que serão disponibilizados para cada tipo de ritual ou Hinário.

Apresentação

A educação espiritual do ICEFLU, que veio através do Mestre Irineu e do Padrinho Sebastião, engloba muitas tradições, valores e ensinamentos espirituais materializados neste século XX, que estamos vivendo ainda hoje, graças a Deus! Foi na passagem da década de 20 para 30 que o Senhor Raimundo Irineu Serra teve a visão de uma Senhora que lhe apareceu numa grande luz, em forma de lua, dentro da floresta. Nesta visão Ela se declarou como sendo a Virgem da Conceição, a Rainha da Floresta, Dona dos ensinos desta linha espiritual.
 
Ordenou que ele prestasse toda atenção ao trabalho que fazia e meditasse sobre os ensinamentos que viriam após ele praticar uma receita recebida na mesma visão. O Senhor Irineu deveria fazer, então, um jejum de oito dias comendo apenas macaxeira sem sal e chá sem açúcar enquanto bebesse o Daime para receber mais instruções. Nessa época, ele trabalhava com os caboclos peruanos que se achavam na luta do cotidiano sem conhecer a si mesmos e a natureza divina da criação. Foi durante esse período de jejum que Raimundo Irineu Serra recebeu o grande ensinamento que está contido no seu próprio hinário que leva o nome de O Cruzeiro.
 
É por isso que o hinário do Cruzeiro deve ser ensaiado e estudado com toda a atenção pois essa é a mensagem da Rainha da Floresta. Foi ordenado também que a expansão dessa Doutrina, desses ensinamentos, fosse feita com todo o cuidado e respeito à Divindade Criadora do céu e da terra. Pois é ao adquirirmos o respeito ao humano e à natureza que tomamos possível o caminho de volta para o Pai. Este caminho leva à compreensão de que a vida precisa existir junto com a saúde, o bem-estar e a salvação do espírito. Essa é uma contribuição da cultura da região amazônica.
 
O ICEFLU é uma universidade espiritual e eclética, universal e amazônica, que vem apoiando todos aqueles que amigavelmente lhe reconhecem como um Centro irmão e capacitado para ajudar no desenvolvimento espiritual de todos aqueles que assim o desejem.
 
A expansão dessa Doutrina está hoje sob minha responsabilidade como herdeiro que sou dessa Escola de Raimundo Irineu Serra e Sebastião Mota de Melo. Estou zelando pelo bom andamento da Doutrina, dos valores, dos milagres e das curas que vêm a partir do nosso Divino Sacramento, o Santo Daime.
 
Já ao nível material, estamos organizando legalmente todos os nossos filiados e registrando os nossos centros e comunidades do Brasil e do exterior. Tudo de pleno acordo com a lei de seus respectivos países e também de pleno acordo com as exigências burocráticas e de documentação.
 
Estamos facilitando essa organização aos irmãos que nos solicitem e àqueles que têm nos convidado a visitar os seus grupos ou comunidades, a fim de que eles possam melhor desenvolver a sua missão e se expandir da forma mais natural possível.
 
Esta caridade divina se deve ao Padrinho Raimundo Irineu Serra, ao Padrinho Sebastião Mota de Melo, a Madrinha Rita Gregório de Melo e ao ICEFLU, na direção do seu Presidente Alfredo Gregório de Melo.
 
Declaro esta verdade a quem possa interessar e desejar.
De graça recebes, de graça darás.
Com harmonia, amor, verdade e justiça, união e paz. Esta é a mensagem.
 
Alfredo Gregório de Melo

Prefácio

O ritual de uma doutrina viva é um guia, um mapa simbólico que nos ajuda a percorrer com maior facilidade os intricados caminhos do conhecimento espiritual. Uma vez fossilizado, tanto o ritual quanto a doutrina podem se tornar um entrave, uma autêntica camisa de força para os seus participantes. Por isso mesmo é que devemos evitar os extremos tanto de ignorarmos as prescrições tão sábias da tradição como a fossilizarmos a ponto de ficarmos presos a fórmulas ocas e exteriores.
 
Nesse sentido deve haver sempre um zelo e um respeito em relação àquilo que foi prescrito pelos mestres, sem que isso impeça a tradição de manter o conteúdo de sua mensagem atual e útil para as diferentes necessidades de cada época.
 
O perigo está, portanto, nos dois lados. O Padrinho Sebastião costumava dizer que “espiritualidade é respeito”. Algumas pessoas encontram dificuldade de aceitarem ou compreenderem as normas de ritual, porque não gostam de se submeter a nenhuma escola ou disciplina. Mesmo reconhecendo que existam pessoas nas quais a espiritualidade esteja acima de quaisquer convenções, acreditamos ser necessário se valer de algumas práticas, ritos e símbolos para galgarmos os diferentes degraus da vida espiritual.
 
É bom alertar igualmente que o simples enunciado e descrição de nossos rituais apresentados neste texto, que visa o estudo e o aperfeiçoamento do nosso trabalho, não concede nenhum poder especial aos nosso leitores, de tal modo que eles possam se sentir capazes de virar um dirigente espiritual da noite para o dia, pensando que basta para isso recitar as passagens de um manual. Sem dúvida, como já mencionamos, esse pequeno livreto pode prestar uma ajuda inestimável para todos que trabalham nas diversas frentes de nosso atendimento espírita. Mas sua leitura e aplicação não substituem o árduo aprendizado, o amor e a caridade e as virtudes éticas que só são possíveis através de uma vida dedicada à evolução espiritual. E também a legitimidade que precisa ser concedida através de uma investidura feita por representantes autorizados da linhagem espiritual de uma determinada tradição. Mas a medida que o ritual é consagrado, torna-se um instrumento, um recurso, uma linguagem, uma convenção que deve ser apoiada e seguida por todos. Pelo menos enquanto ele está dando provas de cumprir o seu papel. Em última instância, o cenário do nosso ritual deve ser um espaço sagrado. Nele cantamos, meditamos, canalizamos energias, irradiamos energia e nos curamos. Não foi à toa que o padrinho Sebastião uma vez resumiu este assunto da seguinte forma: “Espiritualidade é respeito”.
 
Este livro se constitui, portanto, num ponto de referência de consulta obrigatório para todos os membros da ICEFLU e pode nos ajudar a nos tornarmos mais conscientes e preparados para o cumprimento da nossa missão espiritual. Este trabalho, que está sendo colocado à disposição de todos os associados do ICEFLU, faz parte de um pedido feito há mais de trinta anos pelo nosso saudoso Padrinho Sebastião, a partir de uma palavra que ele escutou do próprio Mestre Irineu, no sentido de documentar e registrar cada vez mais o nosso Centro, seus preceitos, princípios e normas. Parece que o olho profético do nosso Padrinho já enxergava longe e ele sentiu como esta organização seria necessária para os “tempos vindouros”, como ele costumava chamar o tempo futuro de expansão e crescimento de nossa Doutrina da floresta para o mundo.
 
Pois bem, os tempos vindouros já chegaram, estamos vivendo nele e este trabalho de sistematização cada dia se torna mais necessário. Recentemente tivemos a oportunidade de dar um grande passo nessa direção com a realização do IX Encontro em Mauá. Agora, o Conselho Doutrinário Ritual, criado a partir do novo estatuto, está encarregado de dar à luz ao Livro de Preceitos, onde serão reunidos os estatutos, regimentos internos, portarias e decretos, nossos fundamentos e princípios ético-doutrinários, instruções e orientações de interesse geral.
 
Esta edição das Normas de Ritual que estamos oferecendo agora é uma parte deste trabalho. Resolvemos publicá-la de imediato devido ao grande interesse que o tema desperta e que tem gerado inúmeros pedidos para que este material fosse antecipado ao Livro dos Preceitos. Desta forma estamos possibilitando um ponto de partida que certamente irá ajudar o aprimoramento e a padronização do nosso ritual. Esperamos igualmente que a divulgação deste trabalho fortaleça o papel dos Conselhos Doutrinários locais, que terão, assim, um ponto de referência para o aperfeiçoamento do nosso trabalho espiritual. Nesta edição estamos abordando apenas os rituais considerados oficiais. Existem outros trabalhos de uso mais ou menos difundidos e consagrados. Ao Conselho Doutrinário e Ritual cabe a constante atualização destas normas ou mesmo a incorporação de novos procedimentos e trabalhos no calendário oficial.
 
Como responsável pela edição e coordenação deste livro e dos demais textos institucionais, gostaria de agradecer o apoio dado pelo presidente do ICEFLU, Padrinho Alfredo Gregório de Melo, e do presidente do Conselho Doutrinário Ritual, Padrinho Valdete Mota de Melo, ambos empenhados no fortalecimento do nosso processo institucional e padronização do nosso trabalho ritual.
 
Gostaria também de agradecer a valiosa contribuição das madrinhas Rita, Julia e Cristina, verdadeiras guardiãs da memória viva de nossas tradições rituais. Em várias oportunidades este texto foi lido, comentado, e passado a limpo com elas. Também indicações importantes foram dadas por Regina Pereira e Gecila Carneiro. Ficam também os agradecimentos à equipe que colaborou nesse projeto: Luis Fernando Nobre, na compilação e entrevistas, Nelson Liano Jr. na produção e editoração. Tetê Paz Leme na arte de capa , Nilton Caparelli na revisão e Sonia Alverga na recopilação e atualização desta segunda edição.
 
Alex Polari de Alverga
Assessoria de relações institucionais/comunicação
Membro do Conselho Doutrinário e Ritual

Recomendações para Participar dos Trabalhos

A ocasião dos nossos trabalhos espirituais e de comunhão com o nosso sacramento é o ponto máximo da nossa fé daimista. É recomendado para os frequentadores das nossas sessões espirituais:
 
  • Conduta ética coerente com o que Doutrina prescreve em seus hinos:
     
  • Compromisso com sua própria transformação e cura;
     
  • Busca de uma reconciliação interna e também com seus familiares e irmãos com quem possam estar;
     
  • • Leitura e reflexão sobre o Decreto do Mestre Irineu
 
Para os novatos é obrigatório a entrevista e anamnese, a assinatura do Termo de compromisso para o trabalho.
 

O Salão

O salão é nosso recinto sagrado, nosso Santuário, e aposento consagrado, onde louvamos a Deus através de nossos Trabalhos Espirituais e Rituais. Deve ser venerado com respeito e condensar nossas melhores vibrações e pensamentos. Durante os trabalhos não deve ser local de atitudes fúteis e conversas mundanas.
Preferencialmente deve ser usado apenas para as cerimônias religiosas. Alguns eventos socias podem ser realizados, respeitado as normas de educação e civilidade descritas mais acima.
 
Desta forma ele se torna um “um centro de emissão e recepção de tudo quanto é bom, alegre e prospero”. 

O Salão da Igreja deve ser preferencialmente na forma de uma estrela de seis pontas, assim como a mesa. No centro da mesa deve estar o Santo Cruzeiro, principal símbolo da Doutrina do Mestre Irineu, com um terço no eixo vertical. Ele deve estar virado para a porta de entrada e sem nada na frente, com um de mínimo, três velas acesas, que simbolizam o Sol, a Lua e as Estrelas. Deve se firmar também uma quarta vela em homenagem a todos os seres divinos e guias espirituais da Doutrina. O ponto deve ter um copo de agua para fluidificação. É permitido que haja também uma garrafa ou jarra de água para uso.
    
Em trabalhos de limpeza e de cura, onde há muito descarrego, usa-se uma vela embaixo da mesa.

O Salão deve estar zelado e limpo, e disposto de acordo com a finalidade do trabalho. Nos hinários festivos e oficiais podem ser colocado flores, fitas e adornos diversos.

Imagens e fotos dos guias, santos e mestres podem ser ex­postas no Salão. Recomenda-se, porém, que não haja grande proliferação de imagens.
 

Abertura de Trabalhos

Todos os trabalhos espirituais previstos em calendário  têo o mesmo  ritual de abertura e encerramento, com poucas e pequenas variações.
 
1) Os trabalhos de Hinário Oficial

Os bailados, são abertos com a forma tradicional: três pais nossos e três ave-marias, o terço, ao fim do qual (normalmente) a comandante do pelotão feminino faz o rogativo da abertura:
 
"Em nome de Deus Pai Todo-Poderoso, da Virgem Soberana Mãe, do Nosso Senhor Jesus Cristo, do Patriarca São José e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial, com a ordem de nosso Mestre Império Juramidam, estão abertos os nossos trabalhos, meus irmãos e minhas irmãs. Que Deus e a Virgem Mãe sejam nossos guias para sempre. Amém! " (Todos se benzem ).
 
Após o terço é aberto o período de despacho para se tomar o Santo Damie. Depois, todos entram em fila nos lugares designados pelos fiscais e é lida a Consagração do Aposento, após o que o comandante do trabalho inicia o canto e o bailado.
 
2) Trabalhos de mesa
 
São aqueles trabalhos  realizados sentados, tais como Concentração e curas (Estrela). Inicia-se com os três pai nosso e três ave marias, Chave de Harmonia,  despacho do Santo Daime, Hinos da Oração  e Consagração do aposento.
 
No caso de trabalhos de cura de linha de desenvolvimento mediúnico (São Miguel e Mesa Branca) existem algunas variações de abertura (ver cadernos deste tipo de trabalho).
 
Nos Hinários do mestre Irineu onde se faz o ritual de Confissão (São João, Virgem da Conceição e Reis), o trabalho inicia-se com os hinos 29 e 30, que depois são cantados novamente na sua ordem no Hinário.

Encerramento de Trabalhos

Os Trabalhos são encerrados com o último hino dos Hinários do Padrinho Sebastião (Eu sou brilho do Sol), da Madrinha Rita (Vivo na Floresta) e do Padrinho Alfredo (opcionalmente do Padrinho Valdete, da Madrinha Cristina. Eventualmente se cantam outros hinos locais, sempre antes dos hinos de fechamento. 
 
Todos os trabalhos Oficiais da nossa linha espiritual devem ser encerrados com três Pai Nossos e três Ave-Marias intercalados e uma Salve-Rainha. Nos trabalhos de cura reza-se também a Prece de Cáritas antes da Salve Rainha.
 
Nos trabalhos de Mesa Branca e São Miguel reza-se um Credo antes da Salve Rainha. 
 
Após as preces, o dirigente do trabalho pronuncia a oração final de  encerramento da sessão por Juramidam:
 
"Em nome de Deus Pai Todo-Poderoso, da Virgem Soberana. Mãe, do Patriarca São José e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial, e com a Ordem do nosso Mestre Império Juramidam, está encerrado o nosso trabalho, meus irmãos e minhas irmãs. Louvado seja Deus nas alturas." E todos respondem: "Para que sempre seja louvada a Nossa Mãe Maria Santíssima sobre toda a humanidade. Amém."
 
O presidente da mesa, ou pessoa por ele indicada, poderá dirigir palavras de reflexão à irmandade antes da prece de fechamento do trabalho. Os avisos e recados devem ser dados somente ao final. 
 

O Terço

Diferenciamos dois tipos de Terços dentro de nossos trabalhos espirituais, a saber:
1- O Terço com que se abrem os hinários oficiais de farda branca, rezado 30 minutos antes da abertura do hinário, com os participantes em pé em torno do Santo Cruzeiro. Em geral é puxado pela comandante feminina. Abre-se o Terço com um sinal da cruz, o Credo, um Pai-Nosso, três Ave-Marias e "Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre,  por todos os séculos dos séculos, amem". A cada seqüência de dez Ave-Marias e um Pai-Nosso, repete-se estas mesmas palavras.
2 -O Terço das Almas, que é rezado todas as primeiras segundas-feiras de cada mês, e na abertura do ritual da Missa. É realizado de farda azul, na igreja, estrela, capela ou cemitério. O Terço é rezado da mesma forma, acrescentando entre as décadas a oração: "Oh! Meu Jesus perdoai-nos! Livrai-nos do fogo do Inferno! Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente aquelas que mais precisarem!.

Despacho do Santo Daime

No caso dos hinários devem ser formadas filas de fardados por ordem de altura, os homens à esquerda e a mulheres à direita. Em seguida, os não-fardados e os visitantes.

A distribuição da nossa bebida sacramental tem três importantes aspectos a serem observados:

1. O responsável pelo despacho  deve estar concentrado e oferecer o  sacramento com reverência e todo respeito. Normalmente, ele toma a dose que for indicada pelo dirigente do trabalho e, em seguida, procede ao despacho.

A dose deve ser igual para todos, salvo recomendação de dieta e pessoas sensíveis que precisem  receber doses menores.

Além do caso de grávidas, pessoas idosas, com uso de medicação contínua ou controlada, etc, o responsável pelo despacho deve ter experiência e sensibilidade para saber quem precisa tomar mais ou menos Daime nas repetições. Também deve estar informado pela recepção ou pelo grupo de cura dos casos que requerem um procedimento diferenciado.

Deve zelar pelos utensílios, limpeza dos copos  e manter sempre acesa uma vela no ponto de despacho
 
2. É tão importante a forma de consagrar e comungar o nosso sacramento que o Mestre Irineu o denominou Daime (do verbo dar, dai-me). Frisava com isso o caráter de invocação e rogativa interior com os quais todos devem se aproximar dessa Santa Bebida, pedindo que Ela nos conceda a realização das nossas aspirações mais íntimas e elevadas, a cura dos nossos males físicos, mentais e espirituais e um maior discernimento sobre a nossa vida.

Faz-se o sinal da cruz, recebe-se o copo e toma-se a dose oferecida até o final, procurando não deixar nada no copo.
 
3. A aplicação da dose deve obedecer a um padrão que depende do tipo de trabalho e do grau da bebida. É bom que o responsável seja familiarizado com todo o processo de feitio. É importante destacar que a maestria na direção de um trabalho espiritual nem sempre é decorrente de doses elevadas, mas principalmente do conhecimento e da correção do dirigente, a força das  chamadas, a harmonia e o equilíbrio da corrente, a beleza e bom desempenho da música e do canto. Nos trabalhos de  cura e Concentração podem ser autorizadas doses maiores. 
 

Fiscalização

As normas de fiscalização são um conjunto de regras que devem ser zeladas para um bom andamento do trabalho. Todos os membros fardados devem, com a ajuda dos mais experientes, participarem dos diversos trabalhos de fiscalização.
Os principais setores são:
• COMANDANTE, DIRIGENTE OU PRESIDENTE DA MESA
Responsável geral pelo trabalho espiritual.
• COMANDANTE ALA MASCULINA e COMANDANTE DA ALA FEMININA.
Cuidam da ordem na fila, da harmonia da corrente, correção do bailado e também das velas, incenso e água.
• FISCAIS DE ATENDIMENTO (MASCULINO E FEMININO).
Encarregados de zelar pela passagem daqueles irmãos e irmãs que estão necessitando de auxílio para viver a sua experiência espiritual.
• FISCAL DE TERREIRO
Encarregado do movimento e atendimento no terreiro da Igreja. Também recebe pessoas encaminhadas pelo fiscal de salão para o terreiro e vice-versa.
• PORTEIRO
Zela pela porta, o acesso e saída da Igreja. Controla a direção de cada um que sai do trabalho e quando necessário indaga os motivos. É o intermediário entre os fiscais do salão e do terreiro.
• REFORÇO/RONDA
Considera-se reforço todo o efetivo da escala de fiscais que mesmo não estando em seu turno pode ser convocado para alguma emergência. E também para realizar ronda nas imediações do templo. 
• ESCALAS
O quadro de fiscalização deve funcionar em base de turno de duas horas. Em centros com menos disponibilidade de pessoal pode haver escalas maiores ou fixas.
 
O treinamento e preparo dos fiscais deve ser constante. O bom fiscal deve ser sereno, amoroso e ao mesmo tempo persuasivo e firme quando se trata de resolver problemas e situações que estão prejudicando o fluir harmonioso do trabalho.
Deve ser o mais discreto possível na sua atuação, abordando a todos com tranquilidade, educação, atenção e boa vontade Principalmente com aqueles irmãos e irmãs que estejam passando alguma disciplina ou qualquer outro tipo de dificuldade.
 
Se houver algum problema mais grave que fuja do seu controle e autoridade, deve dar ocorrência ao comando do trabalho.
 
Recomenda-se ter um livro para registrar ocorrências  para que, depois do Trabalho , possam ser avaliadas pelo Conselho Doutrinário Local, a quem cabe, depois de ouvida as partes, decidir pela oportunidade de propor sanções disciplinares.

O Canto e a Música

O Canto 
Os hinos normalmente são iniciados pelo comando do trabalho ou diretamente pelas puxadoras que devem estar seguras dos tons apropriados para cada um deles.
É igualmente responsabilidade de todo membro estudar, conhecer e memorizar todos os hinos para que durante os hinários possa contribuir para o brilho da corrente espiritual. É também preciso meditar sobre as instruções dos hinos e praticá-las no dia-a-dia.
 
Os Músicos
Os músicos devem procurar junto à Comissão ritual da sua igreja promoverem ensaios e estudos dos principais hinários, a fim de que apresentem uma boa integração e harmonia no Salão. Deve haver um aperfeiçoamento constante dos tons e das harmonias. É bom que haja um responsável pela qualidade da música assessorando o dirigente do trabalho.

O Maracá

O maracá deve estar afinado convenientemente. Todo fardado deve ter um maracá, faz parte da farda. O fardado deve ter consciência, que no trabalho espiritual, o maracá é um instrumento de poder, não deve deixa-lo no chão, ou joga-lo em qualquer lugar. O fardado deve saber tocar o maracá adequadamente, dentro do ritmo exigido pelo hino. Não deve ser posicionado para baixo, e sim para cima, na altura do peito, tocando levemente na outra mão, marcando melhor o ritmo da batida.
 
É necessário que haja tolerância acompanhada de instrução para a adaptação dos novatos. É fundamental que os fiscais tenham tolerância para instruí-los de forma delicada e amorosa.

A Oração

Normalmente é feita às 18h30 seja na Igreja ou nas residências familiares. Sempre deve haver um ponto espiritual com pelo menos uma vela acesa e um Cruzeiro (ou Cruz). E uma oportunidade para que haja treinos com   instrumentos musicais. Aos  domingos, pode ser bailada.
 
Na Igreja deve-se usar a farda azul (sem a gravata) e nas residências não é obrigatório o uso da farda.
 
A abertura é feita com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Chave de Harmonia. Em seguida os seguintes hinos:
     Pad. Sebastião 71 - Examine a consciência
     Pad. Sebastião 86 - A meu Pai peço firmeza
     Pad. Sebastião 88 - Eu vivo com meu Mestre
     Pad. Sebastião 93 - É pedindo e rogando
     Pad. Sebastião 97 - Dem-Dum
     Pad. Sebastião 105 - Aqui eu vou expor                                                     
     Pad. Sebastião 108 - Eu vou rezar
     Pad. Sebastião 118 - Para estar junto a este Cruzeiro
     Pad. Sebastião 139 - Não creias nos mestres que te aparecem
     Pad. Sebastião 145 - Meu Pai peço que Vós me ouça
     Pad. Sebastião 147 - O amor 
     Pad. Sebastião 152 - Eu não sou Deus
     Pad. Alfredo 82- Eu pedi e tive um toque 
     Nonata 09 - A Magia da Oração
 
Obs.: O Hino nº 86 do Padrinho Sebastião é cantado de pé e sem instrumentos. O Hino nº 152 do Padrinho Sebastião é cantado de pé e por duas vezes.
 
Fechamento: um Pai-Nosso, uma Ave-Maria, Prece de Cáritas, uma Salve-Rainha.

Louvado seja Deus nas alturas afirma o dirigente do trabalho, Os assistentes respondem: Para que sempre seja louvada a nossa Mãe, Maria Santíssima, sobre toda a humanidade. Amém. 

Qualquer acréscimo de hinos deverá ser após o fechamento da oração.

Os Hinários - Introdução

O principal trabalho da nossa linha doutrinária são os hinários do calendário oficial. Após  o terço e a abertura do Trabalho, os fardados devem atender a chamada para o despacho do Santo Daime. Depois devem se dirigir aos seus locais de baile, seguindo a orientação dos fiscais que estão designados para arrumar o salão. Os demais fiscais e encarregados de outros serviços irão cumprir seus respectivos turnos nos setores que lhe foram designados.     Depois dos fardados, os paisanos tomam o Santo Daime e ocupam seus lugares, seja nos bancos ou nos últimos lugares da fila do baile (atrás  dos fardados).

Todos devem permanecer em seus lugares. O fardado só poderá se ausentar do Salão durante o período de três hinos. A ausência deve ser comunicada ao companheiro da direita na fila ou ao fiscal. Se possível, esperar o final do hino para se retirar. Prolongando-se a ausência além desse prazo, a fila deve ser preenchida da esquerda para direita ou seguindo orientação do fiscal.
 
Em caso de necessidade, ao se ausentar do seu pelotão, o fardado deverá sair pelo lado direito e comunicar ao chefe do pelotão que puxa a fila. Ao retornar deve proceder da mesma forma.
 
Durante os vivas é recomendável que ninguém abandone as filas . 

O Bailado

As filas do bailado devem ser dispostas de acordo com a altura dos participantes, do mais alto para o mais baixo, da direita  para a esquerda da fila do lado dos homens e da esquerda para a direita da fila pelo lado das mulheres. Os retângulos disponíveis para o bailado devem medir aproximadamente 70 x 30cm.
 
A cabeceira da mesa se encontra frente à porta de acesso ao Salão que geralmente é voltado para o leste. À esquerda da cabeceira da mesa ficam os homens, e a direita as mulheres. Seguem-se os rapazes e as moças, as meninas e os meninos.

O setor das crianças, como é sempre mais vazio, recebe também visitantes nos dias em que a Igreja está mais cheia.
 
O bailado se apresenta em três tipos básicos: valsa, marcha e mazurca. O bailado inicia-se após a primeira estrofe do hino, a partir do movimento do comandante que dá o primeiro passo à esquerda.
 
O bailado deve acompanhar o compasso da música, sem arrastar nem acelerar. O bailado é também uma vitrine do trabalho espiritual de cada um. Deve-se evitar trejeitos e movimentos exagerados que  quebrem o padrão apresentado pela corrente.
 
É necessário que haja tolerância no caso dos novatos. Mas ela deve ser acompanhada de instrução para a adaptação dos mesmos às instruções de serviço. Porém, erros de compostura mais graves devem ser corrigidos e orientados desde o início.

O maracá deve estar afinado convenientemente. Devemos buscar como meta que todo fardado tenha um maracá e saiba tocá-lo adequadamente dentro do ritmo exigido pelo hino. O comando do trabalho poderá limitar o número de maracás, se assim julgar conveniente.
As filas de bailado são dispostas de acordo com a altura dos participantes, com os membros fardados ocupando as filas da frente.

As posições nas filas de bailado não devem se tornar pontos de afirmações de ego ou símbolo de poderes especiais. Todos devem compor-se em seus lugares de acordo com os critérios que forem estabelecidos
Todo membro fardado, na corrente, é um Soldado da Rainha, que tem a responsabilidade de um trabalho de muita seriedade. Deve cantar e bailar durante todo o hinário, salvo impedimento justificado.

Os vivas

Os vivas sempre são dados pelo presidente da mesa, comandante do trabalho ou pessoa previamente designada para tal função. Quem os dá deve estar de pé, preferencialmente de frente ao Cruzeiro. Durante os vivas recomenda-se que todos permaneçam em seus lugares até seu término.
 
Todos podem responder aos vivas, mas a tradição é que apenas a ala masculina conteste. Seu uso nos Trabalhos de Cura e Concentração ficam a critério do presidente da mesa.  Deve ser evitado durante  o hinário do Mestre Irineu,  antes de ser cantada a Confissão , na Quinta-feira Santa e no Dia de Finados.
 
Podem ser dado vivas ainda no Dia de Todos os Santos, antes da meia noite. Pode-se saudar ainda os elementos da natureza, o dono do hinário que esteja sendo cantado, igrejas ou comunidades, visitantes e aniversariantes. 
Cada Hinário tem a sua tradição sobre os hinos que devem ter vivas. Mesmo fora destas marcações, em alguns momentos especiais do trabalho o dirigente pode puxar os vivas.
 
Porém usualmente a sequência obrigatória dos vivas é:

O Divino Pai Eterno, a Rainha da Floresta, Jesus Cristo Redentor, o Patriarca São José, todos os Seres Divinos, o Nosso Mestre Império, toda a Irmandade, o Santo Cruzeiro.
 

A Confissão

A Confissão tem o seguinte ritual: antes de cantar o hino nº 17 do Mestre Irineu, os fiscais distribuem velas para todos os participantes. Com as velas acesas, na mão direita, o hino é repetido por 3 vezes, e depois rezam-se três Pai-Nossos e três Ave-Marias intercalados e uma Salve-Rainha. As velas podem permanecer com cada pessoa ou recolhidas pelos fiscais e acesas em local conveniente durante o intervalo.
Nos dias de Confissão, antes de dar início ao hinário, cantam-se os hinos do Mestre Irineu nº 29 (três vezes) e 30 (duas vezes), todos perfilados em seus lugares de bailado. As festas onde se faz a Confissão são: São João, Nossa Senhora da Conceição e Santo Reis.

Intervalos

Nos hinários oficiais os intervalos devem ser de uma até duas horas no máximo. Durante esse período os fiscais designados devem permanecer atentos no Salão para ajudar os irmãos que ainda estão em trabalho e garantir o clima de silêncio e harmonia.

A Concentração

As Concentrações devem ser realizadas todos os dias 15 e 30 de cada mês. O trabalho de Concentração faz parte do calendário oficial. É nele que quinzenalmente vamos buscar, através do silêncio, a conexão com o nosso Ser interior, uma maior consciência com nosso Eu superior.
 
É também nas Concentrações que podemos nos entregar à miração e receber instruções valiosas para o nosso seguimento espiritual. A Concentração se divide em duas etapas:
 
     a) Concentração propriamente dita que consta da disciplina da mente em abolir os pensamentos, associações de idéias e impressões do dia-a-dia, a fim de se focalizar num único ponto. Nela treinamos a atenção e a introspecção, para que a mente, sem se distrair com os objetos da percepção,  seja um instrumento útil a serviço do trabalho espiritual.
 
     b) Meditação - Estágio superior de concentração onde dentro da força da corrente, da energia espiritual das mentes elevadas e da proteção dos nossos guias espirituais se busca experimentar um estado contemplativo, extático, sereno, e sem pensamentos, onde procuramos fundir o observador, o observado e o ato de observar como uma e mesma coisa.
 
Os fardados devem vestir farda azul. Todos devem procurar uma postura corporal confortável, evitando-se movimentos desnecessários, e ausentar-se do salão apenas em caso de necessidade e/ou para fazer as devidas limpezas.
 
O ritual inicia-se com três Pai-Nossos e três Ave-Marias, Chave de Harmonia, despacho do Santo Daime e Oração.
   
Após a Oração deve ser lida a Consagração do Aposento e começa a Concentração. A primeira parte deve ser de concentração total num período mínimo de uma a duas horas.
 
Após o segundo despacho, a Concentração deve seguir por mais um período, onde o silêncio pode ser intercalado por hinos, autorizados pelo dirigente da sessão.
 
É recomendada a leitura do Decreto de Serviço do Mestre Irineu. Este Decreto de 1970 é o fundamento onde se baseiam todos os princípios e regras que devem constar na conduta de todo daimista. O texto deve ser lido na íntegra em momento solene durante a Concentração.
 
Também é recomendável a leitura do Preâmbulo Doutrinário do nosso Estatuto, mensagens, instruções, leituras de escrituras e textos sagrados de reconhecido valor espiritual. Excepcionalmente poderá ser realizado algum hinário durante a segunda parte da Concentração. Normalmente, a Nova Jerusalém do Padrinho Sebastião ou o hinário da Madrinha Rita.
   
Ao final é obrigatório o o Cruzeirinho do Mestre Irineu e depois dele, procede-se ao encerramento normal.

Trabalhos de Cura - Introdução

Antigamente eram chamados também de Trabalhos de  Estrela  e eram realizados na Casa da Estrela. Com o tempo, passaram  a ser realizados também na Igreja. Os trabalhos de cura compreendem diversos tipos: Trabalho de Estrela, Círculo de Cura, São Miguel, Mesa Branca e Cruzes. No tempo do Mestre Irineu os trabalhos de cura eram basicamente de Concentração, já o Padrinho Sebastião acrescentou uma seleção de hinos que foi aos poucos ampliando-se até chegar na atual versão do nosso Hinário de Cura, com duas partes distintas (ver Caderno de Hinos de Cura).

Hinários de Cura

Além dos hinos do caderno de Cura, podem ser cantados outros, sempre de acordo com as solicitações do próprio trabalho e autorização do dirigente. Em alguns casos podem ser abertos outros hinários também empregados para cura como é o caso, principalmente, dos hinários de João Pedro, Tetê e dos Finados (Antonio Gomes, Maria Damião, Germano Guilherme e João Pereira).
 
A corrente de cura exige total concentração e atenção no objetivo do trabalho para que os doentes possam se entregar com toda a confiança ao trabalho espiritual a fim de obter compreensão das causas físicas, mentais e kármicas de sua doença e das transformações exigidas para que as curas possam ocorrer e se manterem.  
               
A abertura é normal: Oração, Consagração do Aposento, pequena concentração e início do Hinário de Cura.                                                                                        
É usada a farda azul, as pessoas permanecem sentadas em tomo do Cruzeiro. A mesa é preferencialmente constituída por 6, 7, 9, ou 12 pessoas, incluindo o presidente da mesa.
 
Os beneficiados não devem sentar diretamente na mesa, podendo ser acomodados sempre próximos à mesa de trabalho. Se necessário, podem permanecer durante o trabalho no quarto de atendimento de cura. Como é habitual, homens e mulheres sentam separadamente. De acordo com o trabalho, quando houver médiuns curadores em serviço, eles podem se movimentar no atendimento aos doentes, sempre de acordo com o presidente da mesa. Deve permanecer no salão um fiscal e também um outro no terreiro, além do despachador de Santo Daime (não necessariamente o presidente da mesa). Devem ser evitados os instrumentos musicais, inclusive maracás, quando não há uma equipe treinada adequadamente. Os hinos devem ser bem cadenciados, intercalados com pausa, a critério do chefe da sessão.
 
A praxe é fazer o primeiro despacho do Santo Daime antes da Oração, outro após a concentração ou no início do Hinário de Cura. E ainda um terceiro despacho opcional do hino O Daime, do Padrinho Alfredo, em diante.

Durante os despachos canta-se os hinos do Daime.

É apropriado que os locais onde acontecem os trabalhos de cura tenham acomodações apropriadas para receber os doentes.

Círculos de Cura

São trabalhos de cura com uma pequena equipe que podem ser realizados na casa dos doentes. Canta-se parte ou o todo do Hinário de Cura.

Trabalho de São Miguel

Este é um Trabalho de Cura e limpeza espiritual que se realiza em benefício de toda a corrente. A estrutura do ritual é como um Trabalho de Cura. Os participantes devem usar a farda de Concentração.
 
A decisão para a realização deste trabalho depende da autorização do Conselho Doutrinário do ICEFLU. É necessário que haja uma equipe de cura credenciada.
 
Podem ser feitos apenas um ou uma série de três trabalhos, com um intervalo mínimo de dois dias entre eles.
 
A abertura varia um pouco da normal, pois depois das preces e Oração, canta-se o Sol, Lua, Estrela do mestre Irineu repetido três vezes consecutivas. Nesse momento devem ser firmadas três velas na mesa além das usuais. O trabalho tem uma parte dedicada à chamada dos mensageiros de São Miguel e uma outra com uma parte dos hinos de cura.   Durante todo seu transcurso, intercala-se preces espíritas kardecistas.
 
É facultado ao dirigente permitir a manifestação de espíritos e a incorporação destes, caso haja médiuns capacitados. Mas a abertura de uma banca de doutrinação é normalmente feita no trabalho de Mesa Branca.

Trabalho de Cruzes

Este trabalho deve ser realizado na Casa de Estrela e sua realização depende de indicação da presidência do Centro ou do grupo de cura. É um trabalho de exorcismo e desobsessão para o socorro espiritual de pessoas que se mostrem claramente alteradas de seu modo habitual, obsediadas ou apresentando um quadro de perturbação grave.
 
É feito em série, no mínimo três, máximo de nove, sempre em dias consecutivos. Preferencialmente deve ser realizado às 12:00h do dia, porém, em situações especiais pode ser iniciado às 6:00, 16:00 ou 18:00h.
 
Na mesa devem sentar os médiuns, ficando o(s) beneficiado(s) na segunda fila, sempre acompanhado(s) por um fiscal. Os números de integrantes da mesa pode variar de 3, 5, 7 ou 9 pessoas. A composição da mesa do trabalho deve ser a mesma em todos os trabalhos de uma série. Quanto ao(s) beneficiado(s) preferencialmente devem estar presentes no trabalho, mas o mesmo pode ser feito à distância com apenas três pessoas na mesa (se solicita que a pessoa beneficiada fique em concentração na mesma hora).
 
Todos os participantes do trabalho devem chegar à casa de Estrela cerca de 30 minutos antes da hora de começar o mesmo, tomar a dose única correspondente e aguardar em concentração o horário de início.
 
Todos os participantes permanecem de pé. Os que compõem a mesa seguram em sua mão esquerda uma vela acesa e na direita um pequeno Cruzeiro. Igualmente o(s) beneficiado(s) devem ter a vela e o Cruzeiro na mão.

O trabalho é aberto com uma Salve-Rainha, e o oficiante procede a leitura da Oração de Exorcismo. Nas horas indicadas pelo oficiante todos devem fazer o sinal da cruz. Em seguida, são cantados os hinos Linha do Tucum, nº 108 do Hinário do Mestre Irineu (3 vezes), e Vou receber minha Mãe, nº 27 do Hinário do Padrinho Alfredo (duas vezes). O oficiante lê a oração de encerramento, é rezada uma Salve-Rainha e o trabalho é fechado com "Louvado seja Deus nas alturas. E a nossa Mãe, Maria Santíssima, sobre toda a humanidade. Amém."
 
Após o encerramento, aconselhamos que todos permaneçam sentados, podendo-se cantar hinos de instrução, disciplina ou correção de pedidos de benefícios pelas almas e sofredores.
 
É um trabalho que era realizado pelo Mestre Irineu, na maioria dos casos, para pessoas que demonstravam estar obsidiadas. Devido à delicadeza deste tema, recomenda-se, tanto na  indicação como execução do trabalho, o acompanhamento pelo responsável do setor de saúde e a observância das normas estabelecidas pelo CONAD, além de outras regras institucionais e regimentais internas, cuidados que devem cercar todo caso onde o problema espiritual do paciente passe por algum desequilíbrio mental. 

Santa Missa

Este ritual é realizado nos dias indicados pelo Calendário Oficial: Passagem do Padrinho Sebastião  no dia de São Sebastião (20 de janeiro), Semana Santa, passagem do Mestre Irineu (6 de julho), Finados (2 de novembro) e também todas as primeiras segundas-feiras de cada mês (depois do Terço das Almas), na despedida de pessoas que fizeram sua passagem (corpo presente, sétimo dia e primeiro ano) e ocasiões especiais por solicitação à presidência do centro local.
 
Deve ser sempre realizada às 16:00h, de farda azul, a salvo quando realizada após algum dos hinários oficiais, de farda branca.
 
Não são tocados instrumentos musicais nem há bailado. As pessoas ficam sentadas em torno da mesa (em número de 5, 7, 9 ou 12), homens e mulheres em seus respectivos lados.                                                                                                                  
O Ritual é aberto com: "Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, de nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém." Em seguida, abre-se o Terço (ver Ritual específico) e ao seu final são cantados os hinos da Missa à capela. Entre cada hino são rezados três Pai-Nossos e três Ave-Marias intercalados.
 
Obs.: Durante o oitavo hino, o presidente da mesa, sentado à cabeceira, e mais três pessoas (dispostas na forma de cruz) ficam de pé com uma vela acesa em sua mão direita. Ao final do hino e suas rezas, as velas são recolhidas pelo fiscal. As mesmas devem ser dispostas em local adequado, em forma de cruz e deixadas queimando até o fim.

Nas missas das primeiras segunda-feira de cada mes em benefício das almas, além do acréscimo já referido no terço, podem ser cantado hinos para os seres desencarnados.

Feitio

Leia tambem:  Sobre o Feitio
 

O feitio do Santo Daime é um dos principais trabalhos da nossa Doutrina. Porque, além do feitio material da nossa bebida sacramental, ele é também uma verdadeira alquimia espiritual. Por outro lado, deve representar sempre um ponto de encontro e união de todos os seguimentos da Irmandade em prol da realização do Santo Daime.

A característica principal de um feitio é que o trabalho espiritual interior e a miração se superponham ao intenso trabalho físico e mental. É necessário o mais profundo silêncio e atenção no trabalho que está sendo realizado e uma total disponibilidade às múltiplas tarefas que são exigidas de cada um.

O feitor, o mestre da fornalha, é o responsável tanto pela parte material quanto espiritual do feitio. A ele cabe a responsabilidade pelos graus de apuro do Santo Daime como também a coordenação dos diversos setores de trabalho tanto masculino quanto feminino.
 
Os trabalhos masculinos São: pesquisa, corte e transporte do cipó, coleta das folhas (que também pode ser feita pelas mulheres) raspação, bateção e fornalha, que consta de apurador, paneleiros, foguista, lenha, água e limpeza.
 
Os trabalhos femininos são: cozinha, limpeza das folhas, lavagem dos vasilhames. Durante a limpeza das folhas podem ser apresentados hinários.
 
Durante a realização dos trabalhos é servido o Santo Daime. Cada trabalho deve ser executado numa atitude de vibração mental positiva e dentro de uma corrente harmoniosa. O despacho do Santo Daime é feito em horas designadas pelo responsável do feitio, que também executa as chamadas e autoriza a cantar os hinos.
 
É comum a realização de hinários na boca da fornalha. Quando são cantados durante a bateção têm que ser puxados na sua cadência apropriada.

Durante os trabalhos da folha e nos hinários da boca da fornalha no interior da casa do feitio as mulheres só podem ter acesso três dias após as suas regras.

É essencial o cuidado na limpeza, higiene e na esterilização de todos os vasilhames e recipientes empregados no trabalho.

O Santo Daime deve ser enlitrado dentro dessas normas, anotado seu grau, data e lua na qual foi produzido.

As Casas de Feitios existentes nas Igrejas, assim como os jardins de Jagube e Rainha, são administrados pela ICEFLU e pela Igreja local.. Todo Santo Daime é considerado como sendo da responsabilidade da ICEFLU a ser distribuído aos centros e filiais, que ficam obrigadas a manter registro sobre o seu consumo e normatização própria.

Entrega dos Trabalhos

Esta cerimônia se realiza somente após o encerramento do Trabalho de Santos Reis, dia 5/6 de janeiro.
 
É o momento em que cada fardado fará o balanço de suas atividades espirituais durante o ano que se encerra. São partes deste balanço: sua frequência e as alterações (benefícios, instrução ou disciplinas recebidas) observadas. A irmandade deve ser alertada para realizar este exame de consciência nos dias antecedentes ao trabalho dos Santos Reis. Antes de iniciar-se a cerimônia propriamente dita, o comandante do trabalho poderá solicitar a todos um breve momento de concentração para maior conscientização da entrega que cada fardado fará.
 
Ao final do hinário dos Santos Reis, antes da cerimônia da entrega dos trabalhos do ano propriamente dita, é cantado tres vezes o Hino Oferecimento do Mestre Irineu.
 
O presidente do centro escolhe entre os membros mais antigos da irmandade aqueles que irão receber os trabalhos dos demais. As pessoas designadas para receber os trabalhos permanecem sentadas dentro do Salão da Igreja. Ou então, as pessoas que estão formadas entregam os trabalhos ao chefe do pelotão de sua fila (aquele que puxa a fila). Estes por sua vez entregam aos padrinhos e /ou anciões escolhidos.

Na cerimônia se procede da seguinte maneira-
 
Os fardados individualmente se aproximam, prestam continência, com a mão esquerda e perfilados afirmam:  "Na Santa Paz de Deus eu recebi os meus trabalhos. Na Santa Paz de Deus eu entrego os meus trabalhos com/sem alterações," dependendo da avaliação que cada um faça sobre estes critérios apresentados acima. A(s) pessoa(s) encarregada(s) de receber os trabalhos poderá(ão) solicitar maiores esclarecimentos sobre a qualidade das alterações observadas e maiores detalhes sobre as mesmas. Dentro da tradição do Mestre, acrescenta-se à entrega com ou sem alteração, também a opção "com/sem preces". Considera-se a entrega com preces quando a pessoa cumpre compromisso de realizar de um a três terços diários.
 

Fardamento

O Fardamento é a cerimônia de entrega da Estrela e consagração das vestes cerimoniais, tomando o associado um membro ativo da Doutrina do Mestre Império Juramidam.
 
As condições prévias ao Fardamento são:
  •  Ter participado de pelo menos três trabalhos oficiais (incluindo as Concentrações);
  •  Ter conhecimento dos princípios doutrinários, éticos e estatutários tanto do centro local quanto da ICEFLU;
  •  Ter seu cadastro aprovado pela diretoria do centro ao qual se afiliou;
  •  Ser associado ao ICEFLU e ao centro local que freqüentará.
     
A cerimônia se realiza ao início de um trabalho espiritual do calendário oficial após as rezas de abertura e antes do início do hinário propriamente dito. Preferencialmente deverá ser um hinário de farda branca. Quando o fardamento é feito em trabalho de farda azul, o fardando deve ser instruído a se apresentar no próximo trabalho oficial com a sua farda branca.          
                                                    
A cerimônia consta de uma abertura (preleição) do comandante do trabalho sobre a importância do Fardamento, relembrando os direitos e deveres de cada fardado, e o zelo que devemos ter com nossas vestes cerimoniais. Em seguida, o(s) aspirante(s) se coloca de pé em frente ao Santo Cruzeiro. Homens à esquerda, mulheres à direita. Toda a irmandade canta o hino nº 65 - Graduação do Padrinho Alfredo Gregório. Normalmente o dirigente e/ou os responsáveis pelo comando da ala masculina e feminina colocam as estrelas respectivamente nos homens e nas mulheres. Também é possível que o fardando indique outro fardado da corrente que ele desejaria que lhe coloque a estrela.
 
Ao som do hino, o dirigente do trabalho ou pessoa por ele indicada, coloca a Estrela no peito do (a) aspirante. A Estrela das crianças, rapazes e moças deve ser à esquerda (lado do coração) e, dos adultos, à direita.
  
Ao final da cerimônia, pode-se dar VIVA AO(S) NOVO(S) FARDADO(S) e uma salva de palmas.

Casamento

Este ritual deve ser realizado preferencialmente na abertura dos hinários em homenagem a São José, Santo Antônio, São João, Nossa Senhora da Conceição e Santos Reis. Em situações especiais, aconselha-se que seja realizado em coincidência com algum hinário de farda branca.
Obs.: são feitas as orações de abertura, abre-se o despacho e, a seu final, inicia-se a cerimônia do Casamento.

Os noivos devem estar de farda branca. A noiva-virgem poderá usar vestido de noiva com véu e grinalda, enquanto que as não-virgens, um vestido mais apropriado.
Abertura da cerimônia: os fardados da irmandade se colocam em fila desde a porta até a mesa central da Igreja. Os homens de um lado e as mulheres do outro, formando-se um corredor por onde a noiva-moça passará acompanhada pelo pai ou responsável. O noivo estará aguardando na cabeceira da mesa, acompanhado pelo padrinho e pela madrinha do Casamento. À entrada da noiva, os presentes cantam o hino nº 142 - "O Símbolo da Verdade" - do Padrinho Sebastião. A noiva fica à direita do noivo na cabeceira da mesa e a irmandade ocupa seus respectivos lugares na fila do bailado.
Obs.: A noiva-mulher se posicionará diretamente à cabeceira da mesa, sendo, então, cantado o 'Símbolo da Verdade'.
O Oficiante, não precisa ser necessariamente o dirigente do trabalho,mas uma pessoa por este designado e que tenha uma ética exemplar. Ele dá início à cerimônia com a seguinte oração:

"Senhor Deus Supremo, Senhor Nosso Pai, Senhor São João Batista, dono desta Casa Santa. Seus filhos (noiva) e (noivo) hoje se apresentam, com um só pensamento: juntos seguir o caminho da vida, no rumo de toda natureza, que se desdobra e multiplica, que esta união os faça mais fortes, dois em um, na unidade da Família. Pedimos Senhor: que seus dias sejam harmoniosos, como toda a natureza que canta. Que a mesma fonte de luz lhes traga clareza, o mesmo fogo acalente seus corpos, na mesma água saciem a sede da vida. Nem ódio, nem inveja, nem mentira, nem discórdia, encontre abrigo neste novo Lar, pois no Amor a Verdade será manifestada, como a luz do Sol que tudo cobre. Senhora da Conceição, Senhora Nossa Mãe, sejam estes teus filhos (noiva) e (noivo) como semente boa em terra fértil, seus frutos, bons frutos estendei Vosso Manto de proteção contra o medo que forja os fracos, contra a peste que propaga nas trevas. Senhor Nosso Mestre Império Juramidam, dai a todos os presentes prosperidade no amor, saúde no trabalho e vida para Vos louvar. Para sempre, para sempre, para sempre. Amém".
E segue:

"Diante do Santo Cruzeiro e a irmandade aqui reunida (noiva) e (noivo), prometem compartilhar suas vidas, buscando aperfeiçoar a Harmonia, o Amor, a Verdade e a Justiça. Para mostrar esta unidade de coração, os noivos dêem os braços, sendo este o símbolo de suas vidas daqui pra frente".
Neste ponto o oficiante despachará o Santo Daime dos noivos, fazendo que cada um ofereça o sacramento ao outro.

"O hino que agora se cantará representa a palavra de poder do nosso Mestre Imperador, que consagra e torna legítima esta cerimônia."

A irmandade canta o hino "Sou Luz, dou Luz" do Padrinho Sebastião.

Novamente o oficiante:
"O casamento é um compromisso de trabalhar na formação de uma nova família. Muitos assumem este compromisso mas não conseguem levar a bom termo esta missão divina, porque não têm a sabedoria da vida. Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão. Vivemos um momento em que muitas famílias se desagregam, perdendo o fim providencial com que foram instituídas. Mas o bom termo desta missão é para os que guardam o conselho e a sabedoria".

O oficiante pode, opcionalmente, ler algum trecho da Bíblia.

Sugerimos: Epístola de São Paulo aos Efésios. Cap. V, vers. 21 a 33, ou Epístola de São Paulo aos Coríntios - Cap. VII, ou ainda, a Epístola de São Pedro, Cap. III, vers. 1 a 12.

Dá-se, então, início à troca de alianças. Tendo o oficiante à frente, o noivo põe a aliança no dedo anular da mão esquerda da noiva, dizendo: "Receba esta aliança como símbolo de meu compromisso contigo". Em seguida, a noiva faz o mesmo, afirmando as mesmas palavras. Na seqüência, a irmandade canta o hino "O Amor é para ser distribuído" do Padrinho Sebastião.

Encerramento da cerimônia: oficiante:
"Senhor Deus Onipotente, somos centelhas deste Vosso Amor Universal que brindou o planeta Terra com o sacrário vivo de Vossa Presença. Nós te pedimos Senhor Onisciente que ampare estes teus filhos (noiva) e (noivo) e abençoe, Senhor, esta união. Que eles conheçam o verdadeiro ensinamento de Vosso Filho e Senhor nosso, Jesus Cristo Redentor, e tenham uma vida de Paz e Prosperidade. Na alegria desta ocasião que este casal recebe Vossa Divina Benção, pedimos, Senhor, firmeza e coragem para atravessarem juntos o caminho da existência terrena, um fortalecendo o outro. Que este compromisso firmado frente ao Santo Cruzeiro, símbolo de Vossa remissão universal, esteja presente todos os dias na alegria e no amor de contemplar o Sol, a Lua, as Estrelas, a Terra, a Floresta e as Flores como filhos de Deus e herdeiros de glórias eternas. Amém."

"Parabéns para os noivos, lhes desejamos sucesso na nova vida. Viva os noivos!"
Após breves cumprimentos, os noivos ocupam seus habituais lugares no bailado (a noiva-moça só passará para a fila das mulheres no hinário seguinte) e dá-se início ao hinário propriamente dito.

O Batismo

Santo Daime, o sal e a água são os veículos do ritual. O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido.
Santo Daime, o sal e a água sobre a mesa em pequenas vasilhas, bem como o facho de algodão. A criança acompanhada dos padrinhos em torno da mesa. Os acompanhantes do ritual, de três a nove, com velas na mão, rezando em voz suave o Pai-Nosso e a Ave-Maria. O celebrante no centro da mesa.

Palavra de Abertura:
"O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido. Nos tempos antigos, os adultos que aderiam à Doutrina Cristã eram batizados. Depois que o cristianismo se firmou, este costume se estendeu às crianças."

Leitura do texto bíblico - São Mateus - Cáp. 28 - Vers. 16: "E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhe tinha designado. E quando o viram, o adoraram, mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus falou-lhes dizendo: "é-me dado todo poder no Céu e na Terra. Portanto, ide e ensinai todas as nações batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado e eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém."

Explicações:
Os padrinhos foram escolhidos como protetores da criança, ajudando os pais a orientá-la nos caminhos da vida. Na falta dos pais devem os padrinhos amparar a criança.

Na cerimônia, o Santo Daime significa a nova revelação de Jesus Cristo. É o chamado para a vida espiritual.

O sal que o batizando recebe nos lábios para sentir o gosto simboliza o contato material e externo que deve ser santificado pelo novo cristão. "Vós sois o sal da Terra, se o sal se tornar insípido, sem gosto, de nada servirá, se não para ser lançado fora e calcado pelos pés. Assim como a força do sal é tão útil e apreciada, assim é o chamado para o novo cristão se portar na vida terrena."

A água simboliza a purificação. A água que lava o corpo, agora em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo purifica o espírito.

Inicia-se o ritual propriamente dito. O celebrante batizará na seguinte ordem:

1º) Santo Daime (em algodão embebido) - Chama-se a criança pelo nome completo. Passa-se o algodão em seu lábios, dizendo: "Eu te batizo com o Santo Daime que é Luz para te guiar na vida espiritual em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

2º) Sal - Chama-se a criança pelo nome completo: "Eu te batizo com o sal para teres força de lutar contra as adversidades em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

3º) Água - Chama-se a criança pelo nome completo. "Assim como São João batizou Jesus no Rio Jordão, eu te batizo com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém".

Calendário Oficial

É o conjunto de serviços espirituais a serem realizados durante o ano. Este Calendário Oficial, juntamente com as Normas de Ritual é o que distingue o ICEFLU dos demais centros que trabalham com o mesmo sacramento.
 
É direito e obrigação de cada fardado participar de todos os trabalhos aqui relacionados, incluindo-se as duas Concentrações mensais. Caso haja algum impedimento de força maior para o seu comparecimento, o fardado deve comunicá-lo à diretoria do centro ao que está associado. Mais de três ausências, sem aviso prévio, implicará em sanções, conforme nosso Regimento Interno. 
 

JANEIRO
5-  Dia de Reis - farda branca Hinário do Mestre
7-   Aniversário do Pd Alfredo;  farda branca hinário do Pd Sebastião 10 horas
19- São Sebastião e passagem do Pd Sebastião- farda branca hinário do Pd Sebastião e Missa 19 horas
 

MARÇO

18- São José - farda branca hinário do pd Alfredo

 
ABRIL

Semana Santa, Quinta-feira - farda azul hinário de Finados 19 horas
Semana Santa, Sexta-Feira - farda azul Missa 16 horas
 
MAIO
 
Dia das Mães farda branca hinários Mds Julia, Rita e Cristina 10 horas
 
JUNHO
 
12- Santo Antonio farda branca hinário Maria Brilahante 19 horas
23- São João farda branca Mestre Irineu 19 horas
25- Aniversário da Md Rita farda branca hinário do Pd Sebastião 10 horas
28- São Pedro farda branca hinário do Pd Alfredo 19 horas
 
JULHO
 
6-   Passagem do Mestre Irineu farda branca hinário do Teteo e Missa 19 horas
 
AGOSTO
 
Dia dos Pais farda branca hinário do Pd Sebastião 10 horas
 
SETEMBRO
 
29* São Miguel e aniversário do Pd Corrente farda azul hinários Pd Corrente Dalvina e Lucio 19 horas
 
OUTUBRO

6-   Aniversário do Pd Sebastião farda branca hinário do Mestre Irineu 19 horas
 
NOVEMBRO
 
1-   Finados farda azul hinário dos Finados e Missa
 
DEZEMBRO
 
7-   Virgem da Conceição farda branca hinário do Mestre Irineu 19 horas
14- Aniversário do Mestre Irineu farda branca hinário do Pd Sebastião 19 horas
24- Natal farda branca hinário do mestre Irineu 19 horas
31- Ano Novo farda branca hinário do Pd Alfredo 19 horas+

 
*Apesar de ainda não oficializado, o nascimento do Padrinho Corrente, no dia 29 de setembro, deverá se transformar em festa oficial da irmandade. Existem ainda outras tradições de hinários no Céu do Mapiá mas que são consideradas opcionais para as demais igrejas. (ver o Calendário dos Trabalhos do Céu do Mapiá) Da mesma forma existem outras datas nas Igrejas filadas ao ICEFLU que são consideradas datas oficiais locais, como o aniversário de um dirigente ou a data de fundação do centro.
 
Recentemente, o Conselho Superior Doutrinário, apesar de estimular o esforço para a realização dos trabalhos oficiais em suas datas devidas, concedeu autonomía e flexibilidade para os centros locais (principalmente nas cidades) que precisem ajustar seu calendário  para os fins de semana, a fim de facilitar o acesso ao trabalho. 

Dados do site: http://www.santodaime.org/site/ritual/2014-01-29-20-09-14/normas-intro

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